O Futuro da Humanidade

Imaginem o que era fazer um sprint durante 15 minutos de um só fôlego ou sentarmo-nos no fundo da piscina durante 4 horas sem precisar de respirar. Provavelmente será possivel dentro de uns anos com umas coisinhas que se chamam respirócitos (Respirocytes) pequenininhos mecanismos que substituem os glóbulos vermelhos, transportando as moléculas de oxigénio e de dióxido de carbono pelo corpo, mas de uma forma muito mais eficiente: injetados na veia, poderiam fazer com que conseguisse prender a respiração por até quatro horas. Os respirócitos funcionam como mini-tanques submersíveis que podem transportar uma quantidade de oxigénio cem vezes superior à capacidade dos glóbulos vermelhos.
repirocitos
Os respirócitos são aquilo a que se chama Nanorobots: máquinas microscópicas destinadas a operar ao nível sistémico, como nanobióticos, imunócitos ou respirócitos, e são máquinas “inteligentes” porque têm de saber o contexto em que se encontram para determinar a sua forma de actuar (por exemplo, se devem carregar ou descarregar o oxigénio). Outras aplicações, para além do transporte do oxigénio e dióxido de carbono, serão destruir células cancerígenas, libertar medicamentos onde eles são necessários, destruir vírus e bactérias, alterar o código genético para impedir doenças genéticas, ou ainda desobstruir artérias.

O investigador Robert Freitas é o maior especialista mundial em nanotecnologia. Físico, psicólogo e advogado, Freitas é o autor de vários trabalhos técnicos sobre nanotecnologia que foram publicados em diversas revistas científicas. E é dele o livro que é considerado a bíblia da nanotecnologia aplicada à medicina: Nanomedicine.

2 Responses to “O Futuro da Humanidade”

  1. humpty dumpty » Blog Archive » Tatuagens Programáveis Says:

    […] Aqui há tempos tinha escrito aqui um post — O Futuro da Humanidade — a falar da nanotecnologia e das possibilidade que esta oferece em termos de saúde e qualidade de vida. Mas a nanotecnologia pode ser usada nas mais diversas áreas… por exemplo nas tatuagens. Este artigo da Ohmynews, oferece-nos uma visão futurista daquilo que a chamada “arte do corpo” através do uso da nanotecnologia. […]

  2. humpty dumpty » Blog Archive » nDoo Says:

    […] Um projecto de final de curso de Patrick Gunther, nDoo é um conceito futurista (e provavelmente muito fantasioso) de como será usada a nanotecnologia daqui a 40 anos. Um aparelho médico autosuficiente actuaria em conjunto com “enxames” de nanobots injectados à nascença no sistema sanguínio da pessoa. O aparelho serviria como uma espécie de telecomando dos nanobots que poderiam ser assim controlados para ajudar o sistema imunológico, destruindo células, vírus e bactérias. O aparelho portátil acompanharia a pessoa como um telemóvel e teria a capacidade de flutuar à volta do seu utilizador e de projectar hologramas tridimensionais no ar, com imagens de diagnóstico dos orgãos internos. [Via: Core 77] […]

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