O papagaio
E esta é a história de um papagaio que fala demais. Uma noite, uma funcionária de 39 anos de um abrigo para animais em Eccles, na Inglaterra, decidiu levar um papagaio do abrigo para sua casa. Não se percebe porquê, uma vez que nessa noite a senhora até tinha companhia lá em casa, e mais lhe valia por isso ter deixado a meiga ave sossegada no abrigo…
O que aconteceu é que no dia seguinte, o papagaio estava mudado. Bastou uma noite em casa desta senhora - e logo numa noite em que o namorado da senhora passou lá a noite - para que no dia seguinte, e de regresso ao abrigo, o papagaio surpreendesse toda a gente dizendo coisas que nunca tinha dito. Coisas que estão longe, bem longe do tradicional “Louro quer biscoito”. O que dizia então o papagaio depois daquela noite ? O papagaio dizia, e agora peço que os menores de 18 anos fechem imediatamente esta janela, frases tais como:
“OH MEU DEUS ! OH MEU DEUS !”
“GOSTAS DISTO NÃO GOSTAS ?”
“AGARRA-ME AS TETAS !”
Agora o papagaio está num lugar recolhido do abrigo, longe dos olhos e dos ouvidos dos visitantes, enquanto as funcionárias tentam fazê-lo esquecer-se das lições aprendidas na animada casa da colega.
MARKL, Nuno in O Homem que Mordeu o Cão